1) Que eu posso deletar qualquer pessoa, eu disse, QUALQUER UM MESMO da minha vida.
2) Que eu não preciso pedir desculpas por ser quem e como eu sou. Não tenho mais medo de cara feia.
3) Que eu não preciso sentir culpa por não ter feito tudo o que os outros gostariam que eu tivesse feito. Nem pelo tempo que eu gasto para mim.
4) Que eu sou muito mais feliz sozinha que na maioria dos relacionamentos.
5) Que eu sou autocentrada, sim, mas não sou egoísta. E isso não é um defeito. Eu só ponho a máscara em mim primeiro quando o avião despressuriza.
6) E que, graças a isso, eu consigo surfar os tsunamis. Estar bem em situações adversas. E por isso – só por isso – eu não desconto em ninguém as situações tensas. É a melhor forma de altruísmo que conheço – sem culpa cristã.
7) Que tem coisas, pessoas, situações, que eu simplesmente não preciso. E aí o descarte é a única solução plausível.
Algumas coisinhas que aprendi em 2009
Sujeito nasce mané, cresce mané, morre mané
O mundo e suas bosteadas. Não disse que eu voltava? Entonces.
Daí que minha querida mãe está se mudando para perto da minha casa. Que ma-ra-vi-lha… Vou deixar os motivos do total cagaço que isso me provoca para outro post, um bem comprido. Tão comprido que nunca começo a escrever. Enfim. O fato é que ela vem.
Num assomo surpreendente de generosidade, minha irmã e aquele membro da família que se fosse boa coisa não começava com a sílaba que começa, se ofereceram para levar a simpática velhinha até o aeroporto. Beleza.
Arrumamos – exposo e eu (exposo é OUTRO post) – tudo por aqui, compramos passagem, expliquei tudo para a irmã tintinzinho por tintinzinho (desde como se faz o check-in até a necessidade de adesivos imensos em cores berrantes para identificação da bagagem), enviamos uma cópia do bilhete para ela e ficamos sorrindo a esperar.
Dois dias passados, irmã me liga em tom visivelmente nervoso, entre a bronca e o choro:
-Vocês compraram passagem pra Guarulhos! Eu estava esperando Con-go-nhas!
-Tem menos passagem disponível para Congonhas, em geral mais caras. Mas qual o problema? Vocês vão de carro, a distância não é tão fantasticamente maior assim!
- Mas é em Guarulhos! Nós nunca fomos para Guarulhos! Não sabemos andar em Guarulhos! O teu cunhado disse que se for lá ele não vai!
- Você já ouviu falar de Google Maps?
Ela ignorou a resposta. Pedi um tempo, disse que exposo sabia melhor dar as indicações (eu não dirijo) e que assim que ele chegasse ia ligar para ela para explicar. Ela não quis, quis que ligasse direto pro excelentíssimo maridíssimo dela.
Exposo chegou. Ficou puto com a situação toda. Ok, ele tinha sua razão, mas claro, descontou em mim – ainda que chamando minha irmã de ridícula. Ok, eu sou o saco de pancada, todo mundo tem o direito de me tratar como der na telha. Ele não queria falar com o moço da sílaba suspeita.
E aí? Fiz como toda moça moderna. Como eu faço para ir a qualquer lugar. Dei uma googleada, achei uma maneira fácil de explicar e liguei para ele. Que claro, também estava bravo e me tratou feito um traste. Eu lá, toda resignação e paciência:
-Bom, é simples, você pega a marginal Tietê até a Ayrton Senna, antiga rodovia dos Trabalhadores…
-Eu não sei pegar a marginal Tietê, sei pegar a Pinheiros. Dá pra ir pela Pinheiros?
PUTA QUE ME PARIU. SE MATA. Um cara que tem carro há vinte anos, mora no Estado de São Paulo desde que nasceu não saber pegar a marginal Tietê é o cúmulo. E, porra, nem ter vergonha disso. Pega um mapa Quatro Rodas e disfarça, porra. Mané, mané, mané. Até eu sei pegar a marginal, só não sei dirigir o carro até lá.
-Manda ele trocar a passagem, porra! Não tem vôo por Congonhas?
-Olha, até deve ter, mas é mais que o dobro do preço. Aqui escolhemos bilhetes pelo preço, se é que me entende.
- Eu pago a diferença!
E o desejo profundo de mandar enfiar a diferença no cu, o que que a gente faz com ele? Disse que ia ligar pra ele no dia seguinte, né. Eu nasci mesmo pra Sofrenilda*.
Bom, o fato é que não mandei ele enfiar no cu e deixei pagar porque exposo acordou um sujeito tranquilo e foi procurar outro vôo em outra companhia aérea que saísse de Congonhas. Demos sorte, foi um pouco menos que o dobro do preço. E o mané vai pagar. MANÉ!
Eu não me conformo porque eu sempre cheguei na casa deles (em três ou quatro municípios diferentes, eles mudam muito) por minha própria conta e risco, com meia dúzia de indicações e/ou um mapa, muitas vezes carregando malas gigantescas. Ninguém ia me buscar em lugar nenhum, nem me levar de carro, nem eu jamais tive um. Neguinho tem inveja que eu viajei aqui e acolá, mas na maior parte do lugares (Brasília foi uma honrosa exceção, mas se precisasse, eu chegava, de algum modo) eu sempre me virei sozinha. Nunca ninguém perguntou como eu fazia.
Sou filha do meu pai, um cara que, igualmente, sempre chegou a qualquer ponto desse país com um mapinha xumbrega (antes, muito antes do satélite) e/ou meia dúzia de indicações. E ele tinha um puta senso de orientação, coisa que não tenho mas me viro ASSIM MESMO.
Saldo da história: nenhum, os lados todos ficaram quites. Só eu me fodi, claro, pra não perder o costume. Levei três broncas de três pessoas diferentes porque essa porra desse mundo não tem a menor consideração pela minha atitude não hostil frente à vida. Se fuder, todo mundo.
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Explicação para a longa pausa
Sei que muitos de vocês gostam mais desse blog que de todos os outros.
O blog para contar o que incomoda. O blog das coisas que tenho raiva.
Eu gosto dele também.
O problema é que tô numa fase tão feliz, otimista e melada que não consigo me inspirar para escrever nada por aqui. A felicidade não é muito estimulante para textos ácidos. Mas, vocês sabem, o mundo não é cor de rosa.
Eu volto, eu volto.
Adolescência – parte 2
A segunda parte da minha adolescência, por assim dizer, eu dividi entre as amigas e as baladas com a minha irmã E minhas amigas, pra não ficar tão sozinha. Enfim, era um pouco melhor.
Quando saia só com as amigas não ia pra balada. Ia pro shopping, passear no calçadão da praia, essas coisas. Minha família era bem pobre, então não sobrava muito dinheiro pra lanches, cinemas e coisas assim. Eram uns passeios pobrinhos mesmo. Pensando hoje em dia, um tédio, mas não seria tão ruim se a maioria das minhas amigas não fossem umas cobras filhas da mãe (maioria, claro que tive amigas de verdade, o mundo é duro mas ainda é só a antessala do inferno). Eu tenho 1,75m, na época, já tinha quase 1, 70m. Eu pesava cerca de 68kg, ou seja, não era magra nem gorda.
Mas a maioria das “amiguinhas” não se conformava em fazer parte da nanica média nacional e faziam sempre questão de ressaltar o quanto eu era “enorme”. Sempre tinha um adjetivozinho como “gigantesca” quando a referida era eu. Olhando as roupas nas lojas, então… prefiro até economizar o tipo de comentário. Dá para imaginar. Isso me causou problemas de autoestima (é assim que escreve agora? Preguiça de manual…) que eu só resolvi há relativamente pouco tempo.
Além disso, como a grana não sobrava lá em casa, não eram raros os comentários de que eu “devia me vestir melhor”. Até ofereciam umas roupas pra emprestar – em geral velhas e esgarçadas, senão não me serviriam… O pior é que eu era tão burra que acreditava nelas. Não tinha as manhas de dizer que meus pais não tinham grana para loja de grife – o que eu usava ou era refugo da minha irmã mais velha ou coisas que minha própria tia costurava – muito bem, por sinal, mas com tecidos mais baratos. Sem etiquetas.
As baladas com a minha irmã ficaram menos piores porque eu aprendi a me divertir nelas. Levava uma amiga para fofocar e aprendi a dançar. Aprendi a beber também – vodka, que não deixava “vestígios”.
Mas devo confessar que aconteceu uma coisa legal. Minha irmã arrumou o que hoje seria um ficante, quase dez anos mais velho (dezoito mais velho que eu). E o cara era muito legal. Ele conversava comigo de igual para igual. Minha irmã às vezes queria interromper, mas ele deixava claro que o que eu tinha a dizer era importante. Era ela que ela beijava, mas gostava de papear era comigo.
Claro, mais tarde eu me apaixonei por ele e peguei quando estava na faculdade. E claro, deu uma merda gigantesca.
Mas, naquela época, ele foi responsável a autoestima que tanto minha irmã quanto minhas “amigas” tentavam reduzir a pó e me deu gás suficiente para realizar meu sonho de adolescente – ser aprovada no vestibular da USP e sair da casa da minha mãe. Mas essa é outra história.
Algumas coisas que eu detesto nas mulheres
Tenho uma conhecida de quarenta e tantos que tem uma filha de quinze.
E eu não tenho nada a ver com isso, mas me irrito mesmo assim com o jeito que ela educa a menina. Pra começar: a moça estuda a dois bairros de casa, dia claro. Mamãe faz questão de levar – e buscar - a pé, todos os dias, a pobre adolescente. Tudo bem que estamos em tempos mais violentos, mas MEU DEUS! Eu ia e voltava sozinha da escola desde os dez. Com quinze, eu entrei em um colégio em outro município, pegava quarenta minutos de ônibus para ir e voltar. Sozinha. E bicho papão não me comeu.
Outras coisas que acho absurdas: a menina tem um copo e uma caneca exclusivas para uso dela. Outro dia eu tomei uma água no copo da menina porque era o que estava em cima da pia e tomei bronca – da mãe! Fim do mundo. Em casa nem meu pai tinha “copo exclusivo”.
A menina tem um blush de cem reais. Como assim? A mãe não tem. Por sinal, a mãe tá sozinha, desempregada e vivendo na casa e às custas da avó. Tipo, não.
A menina tem uma cabeça triboa, apesar disso tudo e temos conversas soltas e ótimas. Que ela nunca terá com a mãe dela.
A mãe jura que elas conversam sobre tudo, mas a conversa nunca será tão solta com uma pessoa que implica tanto. Ela fez um escândalo uma vez porque estavamos num daqueles dias vai não vai de outono e a menina comentou que não tinha tirado a calça de ginástica de baixo e estava com calor.
Pra que? Foi um furdunço. Ela encheu o saco da guria até onde íamos, porque ela pegar uma doença ginecológica e era um perigo e ai e ai… Affe, nenhuma de nós duas (eu e a guria) aguentavamos mais!
Irrita, porque ela cria a guria pra ela. Pro umbigo dela. Pro apego dela. Ela se esforça ao máximo pra que a menina se sinta uma princesinha exclusiva com mais direitos que o resto do mundo. E a vida vai cobrar feio dela, infelizmente.
É, a mãe dela me diria, se estivesse lendo, e você, leitor, deve pensar: então porque você não cria seus próprios filhos? Porque não. Filho é uma coisa que eu quis muito na vida e não pintou. Agora estou velha demais para encarar essa relação simbiótica de prisão, não quero mais.
Mas não me falta bom senso para saber que, se criasse, o faria melhor do que muita gente.
Adolescência – parte 1
A adolescência de quase todo mundo de mais de vinte e cinco foi um porre. Pode parecer batido escrever sobre isso, mas a minha teve um jeito bem precoce e peculiar de ser uma bosta.
Minha adolescência começou muito, muito cedo. Aos onze anos, eu ia para a balada. Pais liberais? Não exatamente. Até porque eu não queria sair na noite com essa idade, me sentia mal e inadequada – não sabia dançar, ainda não bebia, não fumo.
Eu ia para a balada porque a minha irmã, oito anos mais velha, queria. E meus pais só deixavam ela ir se eu fosse. Certamente eles pensavam que colocariam algum limite moral no comportamento dela com isso.
O que eles decerto não imaginavam é que ela chegava, batia um papo com as amigas (que me achavam sempre “fofinha” e “bonitinha”) e ia pra sacada se atracar com os caras, como toda adolescente da idade dela. Eu, com meus 11 aninhos, mas corpinho de 14 (sempre fui muito grande e alta e isso determinou a insuportabilidade do resto da minha adolescência), ficava driblando a macharia pedófila do baile. Não era mole.
Uma bela noite, um mocinho mais novo (uns 15), negro, lindo, que dançava break (na época era o má-xi-mo!!!), conquistou minha atenção e a minha curiosidade sexual (que na verdade despontou muito cedo, eu só não queria ficar com marmanjo babão, tinha nojo) e fizemos o que hoje se chama de ficar. Ele foi muito carinhoso e o mais ousado que fez foi uns beijinhos na orelha e no pescoço (que, diga-se de passagem, eu a-do-rei) e teria sido muito legal.
Digo, “teria”, porque depois de algumas horas (que era o tempo que eu ficava largada na pista), minha irmã saiu da sacada e viu “aquela abominação”. Fomos embora imediatamente, não me lembro se consegui me despedir do moço.
Chegando em casa, a história foi contada para a minha mãe com riqueza de detalhes, eu não sabia onde me enfiar. Fui proibida de sair de casa por um tempo e fiquei uns meses sem acompanhar a maninha nas saídas noturnas. Honestamente, não sei até onde o fato do moço ser negro afetou minha mãe.
E, como nasci pra idiota, nem assim contei pra minha mãe o que a maninha fazia comigo no baile.
Fiquei livrei dos bailes por algum tempo, mas era só o começo… minha adolescência prometia….
Infância
Minha infância foi dividida entre duas polaridades: medo e vergonha.
Eu era uma criança tensa. Tinha medo, muito medo da minha mãe. Porque minha mãe era uma bipolar sem tratamento e era totalmente impossível saber com que humor ela acordaria.
Então para evitar problemas SEMPRE, eu era uma menina sempre profundamente preocupada em não infringir regra alguma: não fazer arte, não responder, não ser inconveniente com as visitas, não quebrar. NUNCA. Quando eu cheguei à idade pré-escolar e chorava para entrar na sala, ninguém imaginava o porque.
Para aliviar, minha irmã me premiava com a vergonha. Lembro dela tirar sarro da minha cara aos 3 anos, porque eu tentava cantar junto com a artista americana do rádio. Tipo, não era rir junto. Era ficar me observando escondida um tempão e depois ficar me imitando, caindo na gargalhada. Isso é só um exemplo.
Passei muuuuuuitas horas da minha infância preocupada se estava fazendo algo ridículo. Em geral, gostava de brincar com minhas bonecas sozinha, em voz baixa, para que não escutassem os diálogos imaginários.
Resumindo, não fui uma criança muito criança. E querem que eu veja o lado positivo disto…
Gota amarga
Simples assim: homem que tem nojo de sangue de menstruo, não merece gozar na sua boca.
Nascimento
Logo na estréia, as coisas não foram fáceis por aqui.
Nenhuma das mulheres da família é normal emocional/psicologicamente. Não haveria porque ser diferente com mamãe. Aliás, mamãe será assunto para muitos e muitos posts, com sua personalidade bipolar e profunda verve narcísica.
Então, ocorre que na época de meu nascimento, mamãe estava na nóia de que era cardíaca. Além disso, mamãe tinha perdido um bebê uns quatro anos antes – o bebê nasceu vivo, mas tinha o sistema cárdiorrespiratório muito frágil e morreu em menos de 24 horas.
Sendo assim, eu não fui um bebê desejado. A primeira reação de mamãe ao perceber minha chegada iminente foi encher o saco do meu pai até o limite. Até o dia em que ele atirou o dinheiro na cama e gritou: “quer tirar, tira!” Aí ela se acalmou um pouco e a gravidez seguiu. Claro que isso era um “dá ou desce” nos preceitos religiosos deles, mas enfim. Soube também por outras fontes que outro motivo que justificou minha vinda a este mundo foi demonstrar aos amigos, parentes e vizinhos que o casamento era feliz e ia bem, obrigada.
Seja como foi, a gravidez chegou a termos. Não sem a minha mãe acordar meu pai de noites em noites, jurando que ia ter um ataque cardíaco, mesmo que o médico garantisse que estava tudo bem.
Chegamos à grande madrugada fria de junho. Tudo normal, mamãe foi pra mesa de parto. Fez força, parou, fez força, parou. Aquela coisa. Até que ela enfiou na cabeça que se fizesse mais um cadinho de força que fosse… o coração dela não ia aguentar e ela ia morrer. Assim, no meio do trabalho de parto, eu no canal, já descendo pra galera.
Assim, resumindo em termos cor-de-rosa, mamãe QUASE ME MATOU antes de eu por a carinha nesse planeta. Claro que as enfermeiras quase socaram ela, berraram com ela “você vai matar seu filho!!!!” e aí ela achou que a vergonha de não ser uma mulher perfeita era pior que a morte e eu nasci.
Agora me digam, que sentido faz fingir uma versão idílica e colorida pra essa história? Hein.
Laschiate ogni speranza voi ch’entrate
Olá!
Não, esse não um blog que elogia o tabagismo, talvez exatamente o oposto. Tenho horror a cigarro, o único fumo que suporto é narguile. Acho o cheiro de final, o gosto intragável (seja na sua boca ou na boca de quem você beija) e odeio os resíduos.
Sim, acho poucas coisas na vida mais nojentas do que um cinzeiro. Tenho nojo de cinzas e bitucas, daquele odor horrível, de cigarro no chão, da coisa toda. Não, não fumo, como você deve ter percebido.
E porque essse nome pra um blog? Porque esse blog é o cinzeiro da minha alma, onde pretendo deixar os mais negros e fétidos resíduos.
Eu sei, um bar e um amigo seriam uma solução melhor. Mas os amigos de hoje em dia são cheios de altruísmo e auto-ajuda, não te deixam reclamar, querem porque querem ver o lado bom de tudo. A verdade é que não tem a menor paciência para as mazelas alheias. Perdeu-se aquele gosto semimórbido de se compartilhar confissões negras.
E eu, particularmente, não tenho exatamente o que eu espero de um amigo. Daí esse blog. Se você chegou aqui, foi pelo Google ou outra obra do acaso, eu não te convidei. Eu não convidei ninguém pra isso.
Aqui vou contar o que me dói, minhas pequenas revoltas e tão inúmeros quanto constantes fracassos. Do meu nascimento torto, da minha infância de medo, da mãe que não amei, até os mais recentes e desastrosos casos de amor.
É freak show. Mas se te diverte… o cinzeiro é teu.